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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Ex-investigador forense do Uber, Samuel Ward Spangenberg


Denuncia espionagem de políticos e de celebridadesSegundo o depoimento, ferramenta do aplicativo foi usada para monitorar a localização de ex-cônjuges de funcionários e de celebridades como BeyoncéPAULA SOPRANA


Ex-investigador forense do UberSamuel Ward Spangenberg, em uma declaração judicial feita em outubro e divulgada nesta terça-feira, dia 13, pelo jornal britânico The Guardian, diz que empregados da companhia abusam regularmente da ferramenta “God View” (disponível apenas para alguns funcionários da empresa) para monitorar a localização de políticos, celebridades e conhecidos dos próprios funcionários, como ex-namorados e ex-cônjuges. De acordo com o jornal, o investigador alega que até mesmo a conta da Beyoncé foi monitorada. O site Reveal, que divulgou a história na segunda-feira, dia 12, conversou com outros cinco ex-funcionários, que confirmaram o conteúdo da acusação. Spangenberg está processando a empresa por discriminação etária e por retaliação a denunciantes. De acordo com seu depoimento, ele alegou preocupações em torno da falta de segurança de altos executivos e foi demitido 11 meses depois. Ele denuncia outras ilegalidades da companhia, como a armazenagem de dados de funcionários de forma insegura.  
A "God View" ("Visão de Deus", na tradução literal) é alvo de críticas desde 2014, quando uma jornalista do BuzzFeed se encaminhava a uma entrevista com um alto executivo da empresa e, ao chegar, descobriu que ele sabia onde ela se encontrava, pois havia monitorado seu trajeto. A empresa alegou que encerraria a ferramenta, mas ex-funcionários afirmaram ao Reveal que nada foi feito a respeito. Essa funcionalidade é disponível apenas em nível corporativo e sua existência veio a público em 2011, quando o capitalista de risco Peter Sims afirmou que foi rastreado pela companhia e que os dados eram mostrados numa grande tela no escritório do Uber em Chicago. De acordo com os ex-empregados, pela "God View", executivos conseguem acompanhar a circulação de carros vinculados ao aplicativo e as informações pessoais de seus passageiros, o que é considerada uma grave violação à privacidade. A função também não consta nos termos de uso do serviço, o que desrespeita a relação de transparência entre empresa e usuário.

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Bate aquele bapo com diversos assuntos na rede